“Essa tarde, tomando chá com a solidão, ela
começou a me indagar sobre quem seriam as pessoas que sentiriam minha
falta se eu sumisse ou morresse e sobre quem realmente me ama. Por um
momento não entendi o porquê daquelas perguntas, mas depois comecei a
pensar o que responderia e saiu um simples “não sei”. E então refleti
mais sobre tudo e entendi que aquilo era apenas o que martelava na minha
mente há semanas e que realmente gostaria de saber a resposta. Naquele
momento percebi que ela estava desafiando minha cabeça e a minha
necessidade de ter alguém por perto, que desafiava a mim. Não, na
verdade era eu que me desafiava. E num estalo de fúria, com toda aquela
situação e confusão, desandei a falar “a única pessoa que poderia me
amar verdadeiramente sem que se torne passageiro e que vá morrendo aos
poucos, sou eu mesma. Por que nasci sozinha e assim morrerei, não
precisei de ninguém para nada até agora, nem mesmo para dar meus
primeiros passos”. E a solidão? Apenas me olhou com pena e sorriu ao me
dizer as palavras mais duras “Pobre menina, por mais sozinhos que
sejamos, precisamos de algo ou alguém para preencher o coração”.”
Conversando com a Solidão. Contextualizou.
Imagens Pixabay
Conversando com a Solidão. Contextualizou.
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