“Então é assim que nós vivemos nossas vidas. Não
importa o quão profundo e fatal seja a perda, não importa o quão
importante seja a coisa roubada de nós, mesmo que fiquemos completamente
mudados, só com a camada externa da pele, cheios de saudade, dor e mais
saudade, continuamos a jogar nossas vidas dessa maneira, em silêncio.
Chegando cada vez mais perto do fim, o lance são as despedidas com
trilhas do Cold Play. Repetindo, muitas vezes, porque sabemos que
ninguém consegue ficar por muito tempo e que o problema talvez não
sejamos nós, que talvez nem exista um problema real. Quem sabe seja a
necessidade de mudar e experimentar novos horizontes . E aí a única
coisa que resta é seguir em frente sem olhar para trás, às vezes as
lembranças vão voltar e trazer alguns sorrisos ou choros, mas são
somente momentos passageiros. Isso é a vida, uma grande estação, onde
vários vão passar, alguns com mais pressa que outros. E com o decorrer
do tempo a dor some, ou dorme, ou nos acostumamos ela. Porque o vital
mesmo é morrer por um dia e aproveitar os demais.”
| Ciceero M. with Carina L |
Nenhum comentário:
Postar um comentário