"Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu
queria te contar mesmo assim. Não foi tão diferente dos outros dias, é
verdade. Sei que não sou uma pessoa muito interessante, que sempre vai
ter assunto em cima de assunto. Sou meio rotineiro, sem graça, mal
feito. Eu sei. Mas em meio as pessoas vazias que encontrei hoje, percebi
que eu, eu estava cheio de você. Não um cheio da forma estúpida da
coisa, era um cheio de vontade, desejo, saudade. Umas três vezes eu quis
estar com você. Tudo bem, foram umas cinco. Eu disse que não gostava
daquele seu cantor favorito, mas me peguei ouvindo uma musica, só para
lembrar de você, só para te trazer pra perto. Porque, você sabe, que
estava longe. De mim, do meu cheiro, de nós. Segui em frente, continuei
meus afazeres diários, minhas sentenças da vida. Vi um casal na rua,
enquanto voltava pra casa, um deles falava: Você não tem medo de nada? E
o outro respondeu: Tenho, de cobras. Eu não me contive, e respondi
também, na minha mente, pensando em você: Tenho, de te perder. Cheguei
no meu quarto, e não te vi na minha cama, já era esperado, sonhos são
sonhos. Que eu sempre tenho esperanças de se realizar. Quis te buscar,
quis te ter, quis chorar, quis você. Mas você sabe, era só mais um dia
qualquer, como os demais. Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu
quis te contar mesmo assim."
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Você não perguntou como foi o meu dia...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
20 de julho de 2019
Agora não importa mais. A cada dia, o presente vai consumindo o passado.
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
19 de julho de 2019
"Agora não importa mais. A cada dia, o presente
vai consumindo o passado. E tudo o que fica para trás, se tornam
lembranças. Só que ainda é inevitável não pensar, não se perguntar.
Valeu a pena para você? Todas as noites em que passei horas conversando
contigo, te animando, te consumindo de carinho, de amor. Eu realmente te
fiz bem? Porque eu não costumo fazer bem a ninguém. E já me acostumei
com isso. Mas com você, eu fui o melhor que poderia ser. Com você, as
minhas piadas, por mais sem graça que fossem, tinham graça. Com você, as
minhas tristezas pareciam uma gota de água em meio a um oceano de
alegria. Com você, esqueci o que era gostar e ter um pouco de atenção e
passei a entender o que era amar e pensar em outra pessoa além de mim
mesmo. Por isso ainda dói tanto. Por isso tenho tanto receio. Porque
para mim, você foi a minha melhor recordação, o meu melhor presente, o
meu maior orgulho. Você não só foi à primeira opção, mas também a única.
Enquanto para você, eu não passei de uma tentativa de esquecimento. Não
passei de um plano B, porque o plano A, não deu certo ou não valia à
pena. É triste admitir, é difícil dizer. Mas eu me sinto uma brincadeira
para você. E quem muito brinca, uma hora deixa de ser levado a sério."
Eu poderia te ligar. Chamar no WhatsApp com a desculpa boba de ter errado de janela ou mandar uma simples SMS...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
16 de julho de 2019
“Eu poderia te ligar. Chamar no WhatsApp com a desculpa boba de ter errado de janela ou mandar uma simples SMS dizendo que sinto a sua falta. Poderia mandar as indiretas mais diretas possíveis, onde só faltaria ter o teu nome. Eu poderia dizer que você mudou a minha maneira de pensar, agir e me relacionar. Que você conseguiu fazer comigo o que todos achavam impossível - Ser uma pessoa melhor. Poderia te implorar para voltar e não sair mais de perto. Poderia… Mas deixa assim. Estou bem do jeito que está. Se você se acostuma - Vou me acostumar.”
Você não saberá quantas vezes falei seu nome em conversas paralelas?
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
15 de julho de 2019
"Você não saberá
quantas vezes falei seu nome em conversas paralelas, e quantas musicas
escutei pensando em você. Não vai saber às vezes em que escrevi seu nome
no caderno, na mesa, na parede. Às vezes em que te liguei e desliguei
em seguida, só para ouvir sua voz. Porque estava com saudades. Você
sempre me causou uma saudade imensa, mesmo que você nunca tenha
percebido. E eu nunca demonstrado. Também não vai saber que já fiquei
olhando fotos suas por longos minutos, e sorrindo sozinho. Nada do que
eu diga faria diferença. Nada do que eu faça mudaria alguma coisa entre
nós. E é exatamente por isso, porque os meus segredos não mudam nada e
as minhas verdades não são suficientes para quebrar as mentiras e
ilusões criadas. Que você não vai saber. Não precisa se importar, não
precisa entender. Adeus ou até logo. Que seja. Quem amou fui eu, não
você."
Você não perguntou como foi o meu dia ...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
8 de julho de 2019
"Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu
queria te contar mesmo assim. Não foi tão diferente dos outros dias, é
verdade. Sei que não sou uma pessoa muito interessante, que sempre vai
ter assunto em cima de assunto. Sou meio rotineiro, sem graça, mal
feito. Eu sei. Mas em meio as pessoas vazias que encontrei hoje, percebi
que eu, eu estava cheio de você. Não um cheio da forma estúpida da
coisa, era um cheio de vontade, desejo, saudade. Umas três vezes eu quis
estar com você. Tudo bem, foram umas cinco. Eu disse que não gostava
daquele seu cantor favorito, mas me peguei ouvindo uma musica, só para
lembrar de você, só para te trazer pra perto. Porque, você sabe, que
estava longe. De mim, do meu cheiro, de nós. Segui em frente, continuei
meus afazeres diários, minhas sentenças da vida. Vi um casal na rua,
enquanto voltava pra casa, um deles falava: Você não tem medo de nada? E
o outro respondeu: Tenho, de cobras. Eu não me contive, e respondi
também, na minha mente, pensando em você: Tenho, de te perder. Cheguei
no meu quarto, e não te vi na minha cama, já era esperado, sonhos são
sonhos. Que eu sempre tenho esperanças de se realizar. Quis te buscar,
quis te ter, quis chorar, quis você. Mas você sabe, era só mais um dia
qualquer, como os demais. Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu
quis te contar mesmo assim."
Allax Garcia
Eu não sei se consigo acreditar em você...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
24 de novembro de 2013
“Eu não sei se consigo acreditar em você, porque
não sinto segurança em nós. Sinto que a qualquer momento você vai
embora, e eu vou ficar aqui, confuso, chorando e precisando de um ombro
amigo. Por que você não pode seguir em frente? Por que você precisa
reafirmar amores e se encher de dúvidas? E aí eu te pergunto “Como eu
fico?” A gente se enrolou pra se desenrolar assim? E você vem e diz “É
confuso, mas não desiste”. E eu faço o quê? Não quero que me faça
promessas porque eu não vou ser capaz de lidar caso elas não aconteçam.
Eu amo você, sabe disso, não sabe? Mas não posso ficar aqui, esperando
você decidir se me quer tanto quanto eu te quero. Aliás, eu sei que você
me quer, mas sei também que não tem total certeza. E sei que não quer
me deixar ir, mas também não deixa antigos amores partirem. Só que eu
não posso ficar parado no tempo, não mais. Leva estas palavras sinceras e
pesadas contigo como lição de casa: Que seja o nosso tempo ou cada um
por si.”
| Allax Garcia |
Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu queria te contar mesmo assim. ...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
8 de novembro de 2013
“Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu
queria te contar mesmo assim. Não foi tão diferente dos outros dias, é
verdade. Sei que não sou uma pessoa muito interessante, que sempre vai
ter assunto em cima de assunto. Sou meio rotineiro, sem graça, mal
feito. Eu sei. Mas em meio as pessoas vazias que encontrei hoje, percebi
que eu, eu estava cheio de você. Não um cheio da forma estúpida da
coisa, era um cheio de vontade, desejo, saudade. Umas três vezes eu quis
estar com você. Tudo bem, foram umas cinco. Eu disse que não gostava
daquele seu cantor favorito, mas me peguei ouvindo uma musica, só para
lembrar de você, só para te trazer pra perto. Porque, você sabe, que
estava longe. De mim, do meu cheiro, de nós. Segui em frente, continuei
meus afazeres diários, minhas sentenças da vida. Vi um casal na rua,
enquanto voltava pra casa, um deles falava: Você não tem medo de nada? E
o outro respondeu: Tenho, de cobras. Eu não me contive, e respondi
também, na minha mente, pensando em você: Tenho, de te perder. Cheguei
no meu quarto, e não te vi na minha cama, já era esperado, sonhos são
sonhos. Que eu sempre tenho esperanças de se realizar. Quis te buscar,
quis te ter, quis chorar, quis você. Mas você sabe, era só mais um dia
qualquer, como os demais. Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu
quis te contar mesmo assim.”
| Allax Garcia |
Infelicidade se torna costume...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
26 de outubro de 2013
“Infelicidade se torna costume, rotina, vício. Tem gente que se apega a tristeza.”
| Allax Garcia |
Chega de pessoas complicadas em minha vida...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
19 de outubro de 2013
“Chega de pessoas complicadas em minha vida. De
pessoas complexas e desconexas, que chegam, conquistam e caem fora. Como
se nada tivesse acontecido, como se tudo tivesse sumido, evaporado,
desgastado. Chega de tentar desvendar os mistérios que essas pessoas
possuem, de querer juntar as peças do quebra-cabeça. Querer ser o único
capaz de desabar os muros de tijolos e construir uma fortaleza de
concreto, com o meu nome gravado no tapete. Não adianta. Por mais que eu
goste de desafios, certas batalhas não valem à pena. Não se resumem em
gastar todas as forças que possuo por um único objetivo, não mais. Estou
começando a me agradar com o simples, com o clichê. O bobo e de fácil
entendimento. As coisas complicadas têm a tendência de te enlouquecer.
Mesmo que o prêmio seja maravilhoso, nada nem ninguém devem ganhar mais
atenção e valor do que você mesmo. E por mais que o complicado seja
encantador, tem a péssima mania de causar dor de cabeça, desanimo e
cansaço. Deixei de querer ser o conquistador de dragões. Torno-me o
dragão, e que venham os conquistadores.”
| Allax Garcia |
Juro que pensei que era amado...
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
2 de agosto de 2013
“Juro que pensei que era amado. Que fazia falta,
que causava saudade, que amenizava a dor. Pensei que era importante
para você, sabia? E quase acreditei nisso, quase mesmo. Faltou pouco.
Você foi o meu quase. O meu quase amor, a minha quase certeza, a minha
quase felicidade. Mas eu não vivo de “quase”, e você também não. A
diferença é que eu lutei para o quase, virar tudo. Você fez o quase, se
tornar nada.”
| Allax Garcia |
Sabe algo que permanece mesmo quando uma relação termina?
Publicado por
Simplesmente Sereníssima
em
28 de julho de 2013
“Sabe algo que permanece mesmo quando uma
relação termina? Manias. Muitos poderiam ter pensado em saudade ou
lembranças. Mas não, é manias. Eu percebi isso com o meu primeiro amor.
Uma garota de cabelos negros ondulados, boca bem desenhada e baixinha.
Nos conhecemos na sala de aula. Notei que ela fazia um laço na letra “E”
quando copiava a lição, e eu achava aquilo bonitinho. Comecei a treinar
para fazer igual. E consegui. Notei, também, que ela gostava de
cartinhas. Então comecei a mandar as minhas. Aprendi a colocar o que
sinto em palavras. E a amar em silêncio. Até que um dia ela foi embora.
Eu fiquei triste, mas continuei com a mania de fazer um laço na letra
“E” e a escrever cartas, mesmo que elas nunca tenham sido enviadas. Um
tempo depois, eu conheci uma outra garota metida a “sabe tudo”. E sabe o
que era pior? Ela sabia mesmo. Ela era tão inteligente que não teve
nenhuma dificuldade em me dominar. Pois é, eu, um problemático decidido a
deixar esse negócio de relacionamentos pra lá, juntar dinheiro, comprar
um Chevette 1.0 e cair na estrada sem rumo algum. Estava lá, contando
moedinhas e pensando se ela gostaria de receber um buquê de rosas ou
tulipas. Ela estudava todas as tardes na biblioteca, então eu comecei a
ir estudar também. Li mais livros do que achei que seria possível. Ela
gostava de ler romances nas horas vagas. E adivinha? Eu comecei a ler
também. Exatamente os mesmos livros. Aí ela me perguntava se eu gostei
do desfecho da história, eu dizia que achei incrível, mas na verdade não
tinha entendido nada. Mas ela ficava feliz e tinha um sorriso lindo.
Foi então que ela passou em um vestibular de uma faculdade de alto nível
e teve que se mudar para um lugar próximo ao inferno. Se duvidar, o
inferno é mais perto. Mas sem problemas, porque umas noites de choro no
escuro do meu quarto não afeta ninguém e uma hora termina. Mas deixa
manchas no travesseiro pra sempre. Só que eu continuei com a mania de
ler e estudar cada vez mais. Fiz coleção de romances e deixei de sair
muitas vezes para estudar. Ela foi embora, porém eu passei no vestibular
de uma das melhores faculdades da cidade. E foi na faculdade que eu
conheci uma branquinha de cabelos longos e lisos, com um corpo tão
escultural que parava carros, aviões e navios. Mas que tinha também, um
jeito fácil de me fazer se sentir especial e único. Ela costumava ir na
academia todos os dias. Segunda a Domingo. Aí eu comecei a ir também. Às
vezes era apenas para ficar um pouco mais perto dela, mas acabei me
acostumando com a ideia. Um dia a gente teve uma briga muito feia. Ela
disse “Blá Blá”. Eu entendi “Mi Mi”. Enfim, cada um por si. Mas eu
continuei com a mania de ir para a academia, cada vez mais. O magrelo
ficou forte. Tomei grandes doses de auto-estima e viciei. Então eu
disse: Chega. Acabou. Não quero mais isso de casar, filhos, família e
todas essas coisas de filmes e livros. A partir de agora sou eu, com um
pouco de eu, e mais eu. E sabe, era pra ter dado certo. Droga, era pra
ter sido só eu. Só que, me apareceu “Ela”. Foi no começo da primavera.
Não me lembro muito bem o dia, nem a hora. Mas me lembro de nunca, em
toda a minha vida, ter me impressionado tanto com um sorriso que, em
conjunto de uma gargalhada gostosa, fazia todo o meu corpo estremecer.
Eu sabia que não devia me aproximar. Afinal, eu já tinha decidido a
minha vida. O rumo. A ordem. A escolha. Era bem simples, eu podia dizer
que tinha um jantar em família e estava atrasado, não perguntar o
telefone e nunca mais aparecer por lá. Eu realmente tinha um jantar para
ir. Então, estufei o peito de ar, e disse, naquele momento, o momento:
“Você não gostaria de me acompanhar no jantar?”. Depois de perceber a
besteira que eu tinha feito, fiquei torcendo “Não aceita, não aceita,
não aceita”. E ela aceitou. A minha razão e orgulho estavam partidos,
mas o meu coração estava mais completo e inteiro do que jamais pensei um
dia estar. Não sei dizer quantas vezes pensei na besteira que eu tinha
feito. E sabe de uma coisa? Foi a besteira mais certa que já fiz.
Escrevo isso e levanto a cabeça vagamente para olhar no sofá, e ela,
essa mesma garota daquele começo de primavera, está lá, sentada,
conversando com a minha mãe sobre novelas e roupas. As duas mulheres da
minha vida conversando sobre duas coisas que não entendo. Ela ama as
cartas que eu escrevo e deixo do lado da cama dela, gosta do laço que eu
faço na letra “E”, acha bonitinho os romances que leio e adora o meu
físico. Se ela vai deixar manias em mim? Ainda é incerto. Posso dizer
que eu não queria esse negócio de casar e compartilhar as minhas coisas
com outra pessoa. O tipico egoísta. Mas faz mais ou menos uma semana que
eu a pedi em casamento. Eu não queria isso de ter filhos, ser pai e
toda essa carga de responsabilidades. Mas faz uns três meses que ela me
disse estar grávida de um filho meu. Hoje, no quinto mês de gestação, eu
possuo o sorriso mais sincero e verdadeiro do mundo, uma futura esposa
que adora o som da minha voz e a mania de calcular jeitos de comprar uma
casa maior. E ah, antes que eu me esqueça, ontem a minha noiva me ligou
e disse, em meio a berros e gritos: “Meu amor, é uma menina!”
Allax Garia
Allax Garia
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