Simplesmente Sereníssima: Camila Costa
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Comigo você não precisa de disfarces...

em 2 de agosto de 2019


Comigo você não precisa de disfarces. Eu gosto mesmo é do teu rosto logo de manhã marcado pelo sono, da tua voz rouca de cansaço ao fim do dia e do seu jeito estabanado de fazer as coisas. Eu gosto mesmo é de você, sem esconder parte alguma.
Camila Costa

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Amor é diverso. É um casal de idoso no banco da praça...

em 9 de janeiro de 2014

“Amor é diverso. É um casal de idoso no banco da praça. É a moça e o rapaz brigando porque não querem terminar, mas não sabem mais continuar. É o menino de cinco anos levando uma flor para a amiguinha. É o menino apaixonado pelo menino. É a menina apaixonada pela menina. E nenhuma dessas faces atrapalha a vida alheia. Nenhuma espécie de amor foi feita para não caber no mundo. Até ele, o tal do amor, depende de como se vê.”

Camila Costa

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Você não repara que eu só te reparo?

em 6 de janeiro de 2014

“Você não repara que eu só te reparo? Seu cabelo ao vento ou parado. Sua mão na boca ou na minha. Seu sorriso aberto ou fechado. Sua respiração calma ou preocupada. Eu só te reparo daqui do meu canto todo estranho, tentando ser a parte tua que te salva das loucuras do mundo… Tentando ser o teu amor daqui até o tempo esquecer de contar. E, se eu falhar, me deixa tentar de novo. Me deixa te reparar até o mundo parar de girar.”
Camila Costa

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Você tinha uma pequena cicatriz na mão esquerda...

em 10 de dezembro de 2013

Você tinha uma pequena cicatriz na mão esquerda. Era realmente pequena, daquelas que a gente costuma perceber apenas quando nos mostram. Mas eu percebi, distraidamente enquanto você levava o copo até a boca, eu percebi. Dei-me conta de que você nunca havia me contado sobre ela. Quis saber quando foi, quantos anos você tinha, se sentiu muita dor, se os seus pais saíram desesperados para o médico e se você ainda sentia algo nela por menor que fosse. Eu fiquei enlouquecida pela simples história da sua cicatriz na mão esquerda que ninguém repara. Respirei fundo e comecei a entender que querer muito o outro é isso, é querer saber os pontos mais mínimos das cicatrizes mais invisíveis. Há detalhes que só o amor enxerga.” 
  Camila Costa
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