“Eu daria tudo para você ter ficado. Tudo. Eu
deixaria de me deixar em primeiro lugar por você, perderia horas por
você. Faria qualquer coisa que estivesse ao meu alcance. E até as que
não estivessem. Eu poderia, simplesmente apagar todos os textos que eu
fiz te xingando, falando coisas fúteis e banais de ti, até mesmo se
fossem verdades, mas se isso te trouxesse de volta, eu apagaria.
Corrigiria nossos erros, mesmo sabendo que eu não poderia, porque já
passou, e amanhã é um novo dia, e tenho que, apenas aguardar, ou não,
posso simplesmente tomar a iniciativa sobre você. Apesar de que eu
sempre tomei mesmo. O ruim de saber que não vou conseguir manter você
perto de mim, é saber que mesmo se eu tentasse, nada iria te fazer
ficar, porque, para você, eu nunca fui suficiente, e é isso, é isso que
me quebra. É isso que me ferra, é isso que me deixa assim, é você, não, é
tudo sobre você. Ridículo, idiotice, entre outros adjetivos que eu
poderia simplesmente colocar para essas atitudes, ou meros
acontecimentos do acaso presente, do mesmo jeito que é sentir sua falta.
É idiotice sentir, porque você não vai voltar. Você sempre foi, e nunca
voltou. Você nunca teve motivo suficiente, na verdade, nunca teve
nenhum motivo para ir, mas para ficar você tem. S-e-m-p-r-e t-e-v-e! Não
entende? Esse motivo sou eu, mesmo que não entenda. Mas, eu tô aqui,
sempre estive. Não vou continuar te esperando sempre, porque isso me
magoa, mesmo eu não demonstrando muito esse turbilhão de sentimentos
importunos que sinto, mas magoa. Causa uma mágoa acumulativa, que uma
hora faz uma rachadura, e na outra faz mais um estrago que quando eu vou
observar no final, e vejo que na verdade, já está tudo estragado mesmo,
se juntou. Eu daria tudo, nem que fosse a minha melhor lembrança apesar
de que ela foi o dia em que lhe conheci, mas, sabe, eu sei que você tem
a capacidade de fazer todos os dias se somarem, e tornarem uma única só
lembrança. E é ruim sentir sua falta, porque você não volta. Não volta,
da mesma maneira que quando tiramos uma nota ruim, e não podemos
corrigir. E eu, mesmo sentindo sua falta, e tendo só em mente a
necessidade extrema de querer a ti, ainda me recordo da sua música
favorita. Aquela lá, que você sempre ouvia antes de dormir, e que quando
acordava já ia pegando o celular para ouvi-la, pois você sempre me
disse que ela era uma das coisas que sempre lhe motivaram. E o ruim
disso tudo, o ruim mesmo, é saber que você não volta, que você, está lá
sendo feliz com sua vida, talvez estando tudo bem, mas não se toca que
eu, eu sou parte dela como sua música favorita, a sua fotografia
favorita, o seu casaco da sorte. Você nunca percebeu que eu sempre
estive ali, do seu lado, mesmo estando longe, mas, que eu sempre sabia
mais que todos. Você me contava dos seus casos com essas pessoinhas que
no outro dia você já não ia mais lembrar, e eu? Eu ficava te escutando,
porque por algum motivo não importava se você não estava falando de mim,
ou de você, ou de nós, mas era você quem estava falando, e isso é o que
importava. O simples fato de continuar sempre do seu lado não era
suficiente, você tinha que procurar algo chamativo em outro alguém, mas
nunca percebeu que essa coisa chamativa sempre esteve em mim. Aquelas
pessoas que você saía e eu só ficava observando, estava na cara que não
tinham nada para lhe oferecer. Talvez alguns momentos de risos, e de
gargalhadas que fizessem doer os rins? E eu? Eu sempre pude te oferecer
mais do que qualquer outra pessoa, mas você nunca percebeu. E esse foi o
seu maior erro.”
| Mark Hr |
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