“Foi esperando quase nada que um quase tudo
apareceu. Simples como um fim de tarde. No começo era medo, incerteza,
insegurança surgindo como relâmpago no céu. Depois, uma sensação de
pertencimento, de paz, de alegria por encontrar um sentimento
desconhecido, mas que fazia bem. Não teve espumante, holofote, tapete
vermelho. Foi simples como um fim de tarde. Algum frio na barriga,
interrogações deslizando pelas mãos suadas, uma urgência em saber se
aquilo era ou não pra ser. É que um dia alguém nos ensina que quando é
pra ser a gente sente.”
| Clarissa Corrêa |
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