“É por isso que eu quero te agradecer: obrigada
por me amar. Obrigada por estar ao meu lado quando eu mais preciso,
quando me perco, quando não sei quem sou, quando mergulho e não encontro
o caminho de volta. Obrigada por me amar nos meus dias ruins, quando
estou assustada ou agressiva, chateada ou morna. Obrigada por me amar
mesmo sendo mandona, mimada e brava. Obrigada por me amar quando não sei
o que fazer, quando não consigo dizer ao certo o que preciso, quando o
que aparece é só o meu avesso. Obrigada por amar minhas fraquezas,
angústias e asperezas. Obrigada por amar minha sujeira, meu lixo
interno, meu lado azedo e estragado. Obrigada por amar meu jeito muitas
vezes infantil. Obrigada por amar meus defeitos, que não são poucos.
Obrigada por amar minha forma desastrada de ser. Obrigada por me amar
quando falo sem pensar, quando o filtro vai embora, quando surto,
enlouqueço, grito ou vomito frases feias. Obrigada por me amar quando eu
erro. Obrigada por me amar quando eu não sou tão legal. Obrigada por me
amar quando o amor anda na corda bamba. Obrigada por me amar quando eu
acabo esquecendo de gostar de mim. Obrigada por amar o que escolhi ser.
Obrigada por amar quem eu sou e não quem você gostaria que eu fosse.
Isso, sim, é amor.”
| Clarissa Corrêa |
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