“Antes de tudo, chequei o sinal. Estava um pouco
falhado, fraco, mas comecei a digitar letra por letra, até redigir um
testamento enorme que, provavelmente, eu iria apagar. Sempre faço isso.
Todos fazemos. Escrevemos coisas na intenção de enviar, mas no fim
pressionamos o botão de apagar até que não sobre mais nenhuma letra.
Mais um pra coleção de “mensagens adiadas que provavelmente irei mandar
em um momento em que tiver mais coragem”, pensei ao salvar nos
rascunhos. Espera, eu não iria apagar? Sequer tentei enviar no intuito
de dar falha, não quis correr o risco. E então, todas as mensagens que
poderiam mudar a sua vida (ou não) estão ali, salvas em um rascunho
inútil ou foram escritas, apagadas, reescritas e apagadas novamente.
Nunca passarão disso.”
| Palavrisses |

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