“Aquilo me desceu azedo, causou incômodo, deu
vontade de sumir e correr de medo. Mas eu fico, me mantenho em pé,
firme, valente e corajosa, porém um pouco descrente. Como pensar no
futuro, tricotar planos, bordar o futuro sem causar danos? Hoje em dia
me protejo, de tanto que sofri, tenho medo de um passo em falso me levar
para o fundo do poço, do passo, do laço. Só queria um colo pra deitar,
uma caipirinha bem feita e um mar para olhar.”
Clarissa Corrêa
Clarissa Corrêa
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