Eu estava aqui pensando sobre a minha companhia. É bem
verdade que vez ou outra sou cri cri demais, que minha mente nunca
descansa e que às vezes eu reclamo pra caramba. Mas eu me curto muito.
Já teve um tempo em que eu não gostava do silêncio. Ao chegar em casa já ligava a televisão ou precisava de música. Se estava assistindo um filme pegava o celular pra conferir alguma rede social. Se tentava ler um livro logo me distraía e buscava uma outra ocupação. Se tinha um tempo livre buscava preenchê-lo encontrando algum amigo para colocar o papo em dia. Se estava sem fazer nada ligava para alguém. Precisava de outras pessoas. Precisava fugir de uma suposta solidão. Tolinha, não percebia que você pode estar só mesmo estando acompanhada de vinte pessoas.
Depois de muito estudo, sessões de análise intensas, pesquisas e, principalmente, de olhar pra dentro de mim, entendi que eu fugia. Agora se prepare pra notícia mais bombástica de todas: eu fugia de mim. Dos meus silêncios, da minha presença, de entender o motivo do meu desconforto. Eu simplesmente não queria saber a razão pela qual eu precisava sempre de um estímulo. Música, televisão, pessoas. Coisas que me tirassem a atenção de mim mesma. Isso parece louco, não?
Agora pensa comigo: na correria do dia a dia a gente está sempre ligado. Na sala de espera pegamos o celular pra conferir o Instagram. No carro ouvimos música. Em casa ligamos o Netflix. No jantar ficamos de olho no whatsapp. Precisamos sempre de algo que nos conecte com o externo. Precisamos de um passatempo pra não enfrentar nem encarar o que nos incomoda. E não são raras as vezes que o que nos incomoda somos nós mesmos. Por isso, fugimos. Fingimos não ver, fechamos os olhos e seguimos em frente como se nada estivesse acontecendo.
É importante ficar confortável com a sua companhia. Experimente, por exemplo, almoçar sozinho sem o celular. Faça companhia para você mesmo. Preste atenção na sua respiração, no que te move, no que te faz bem ou mal. É importante ouvir seus silêncios, pois eles são reveladores. Não deixe pra depois: marque hoje mesmo um happy hour com você.
Autora: Clarissa Corrêa - @correa_clarissa
Já teve um tempo em que eu não gostava do silêncio. Ao chegar em casa já ligava a televisão ou precisava de música. Se estava assistindo um filme pegava o celular pra conferir alguma rede social. Se tentava ler um livro logo me distraía e buscava uma outra ocupação. Se tinha um tempo livre buscava preenchê-lo encontrando algum amigo para colocar o papo em dia. Se estava sem fazer nada ligava para alguém. Precisava de outras pessoas. Precisava fugir de uma suposta solidão. Tolinha, não percebia que você pode estar só mesmo estando acompanhada de vinte pessoas.
Depois de muito estudo, sessões de análise intensas, pesquisas e, principalmente, de olhar pra dentro de mim, entendi que eu fugia. Agora se prepare pra notícia mais bombástica de todas: eu fugia de mim. Dos meus silêncios, da minha presença, de entender o motivo do meu desconforto. Eu simplesmente não queria saber a razão pela qual eu precisava sempre de um estímulo. Música, televisão, pessoas. Coisas que me tirassem a atenção de mim mesma. Isso parece louco, não?
Agora pensa comigo: na correria do dia a dia a gente está sempre ligado. Na sala de espera pegamos o celular pra conferir o Instagram. No carro ouvimos música. Em casa ligamos o Netflix. No jantar ficamos de olho no whatsapp. Precisamos sempre de algo que nos conecte com o externo. Precisamos de um passatempo pra não enfrentar nem encarar o que nos incomoda. E não são raras as vezes que o que nos incomoda somos nós mesmos. Por isso, fugimos. Fingimos não ver, fechamos os olhos e seguimos em frente como se nada estivesse acontecendo.
É importante ficar confortável com a sua companhia. Experimente, por exemplo, almoçar sozinho sem o celular. Faça companhia para você mesmo. Preste atenção na sua respiração, no que te move, no que te faz bem ou mal. É importante ouvir seus silêncios, pois eles são reveladores. Não deixe pra depois: marque hoje mesmo um happy hour com você.
Autora: Clarissa Corrêa - @correa_clarissa

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