É tanto filtro, no Instagram e na vida, que não sabemos mais o que é verdade ou ilusão. - Simplesmente Sereníssima

É tanto filtro, no Instagram e na vida, que não sabemos mais o que é verdade ou ilusão.

em 10 de agosto de 2020

 
USAMOS NA VIDA

Uma simples foto é totalmente manipulada. Um vídeo curto é cheio de efeitos para disfarçar pequenas imperfeições. Um aplicativo pode, em instantes, te deixar com pele de bebê. Você já viu algo assim nas redes sociais?
É tanto filtro, no Instagram e na vida, que não sabemos mais o que é verdade ou ilusão. Ninguém mais se mostra como é na essência. E a essência não tem filtro, não tem corretivo, não tem Photoshop. Pelo contrário: a essência tem realidade. A realidade às vezes é um cabelo preso num coque, uma cara lavada, a unha por fazer e o pé no chão.
De um lado, o movimento do “não apareça sem a pele de porcelana e um fio de cabelo fora do lugar”, do outro o movimento do “se aceite, se ame do jeito que é”. Equilíbrio ninguém quer. Equilíbrio ninguém sugere. E tem coisas que fogem do normal.

E o que é o normal? Normal, pelo menos pra mim, é ser natural. É avaliar o que te incomoda e tentar mudar. Mas não porque todo mundo muda, não porque todo mundo faz, não porque todo mundo quer. Porque VOCÊ quer. Porque VOCÊ não se sente bem com determinada coisa. Hoje em dia é tanta gente fazendo preenchimento, esticando o rosto, perdendo a naturalidade. Um bando de robôs, iguais, desfilando pelas ruas. Falta bom senso, sobram procedimentos estéticos.
Melhorar é ótimo, ser artificial é péssimo. Se sentir bonita é fundamental, querer fazer o que os outros fazem não é legal. Sou a favor do bem-estar, do autocuidado, de se sentir bem. Sem uma imagem de mentirinha, sem exageros. Melhorar uma coisa aqui e outra ali é saudável, mas aceitar que envelhecemos também é importante. Todo mundo envelhece. E nem todo botox do universo vai paralisar as rugas que vão lutar pra surgir.
A vaidade é boa, só precisa ser direcionada e usada com bom senso. É necessário, também, perceber que precisamos praticar o autoacolhimento, já que ninguém atingirá a perfeição.
Autora: Clarissa Corrêa - @correa_clarissa

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