“Considerava ser sensível ao extremo um dos meus piores defeitos, mas andei pensando nesses últimos meses que prefiro ser assim: sensível ao extremo.
Digamos que conclui que é melhor ser sensível demais do que não sentir
nada, não sentir nada deve ser péssimo. Deve ser horrível não saber
como é estar apaixonado, não sentir borboletas no estômago ou até mesmo
não sentir o bom e clichê frio na barriga. Deve ser horrível ser um
icebergue. Muitas pessoas se julgam frias e ninguém tem o direito de
julga-las, cada um sabe de si. Eu sou uma pessoa fria, mas isso não
significa que eu não possa me derreter, que eu não possa me apaixonar
verdadeiramente e me entregar completamente a alguém e se eu vou me
decepcionar ou me arrepender de ter me apaixonado, me entregado, são
apenas consequências. Tudo na vida exige uma consequência, inclusive ser
sensível ao extremo.”
| Luiz Filipe |
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