Então... Padrão de inteligência existe. É o estudante nota dez em tudo (ou é excepcional em ciências e matemática), focado nos estudos de todas as matérias e não reclama, não atrapalha os colegas e os professores com comportamentos inadequados, não se abala com pressão de competição e de excelência e está bem com tudo isso, tem iniciativa e trabalha bem em equipe, passa o dia todo estudando e não se diverte, passa direto pra faculdade com notas máximas no ENEM, também repete o mesmo padrão de comportamento na faculdade, arranja um emprego de cara, tá com ritmo de produtividade alta, nem descansa e nem tem tempo livre, tá feliz eternamente com seu emprego e formação acadêmica, não se sente incapaz e nem um impostor, consegue ganhar muito dinheiro e se sustentar no topo, e não tem diagnóstico de depressão e ansiedade ou qualquer outro transtorno neurobiológico e psicológico. E acredite em mim, quase NINGUÉM alcança esse padrão. A não ser que pense em ideias melhores de padrões de inteligência, sinto dizer mas isso pode ser tão pior quanto padrão de beleza
Desculpa o textão, mas precisava responder essa pergunta retórica de forma realista. Já tive autoestima baixa por me sentir incapaz, burra, que não merecia passar na faculdade e ser chamada de inteligente, além de que sou autista (estou fora do padrão neurotípico de cérebro) e me senti mal por isso. E toda essa experiência me fez perceber que esse padrão existe e não é boa ideia. Acho que seria melhor ter padrão de aceitação de sua própria pessoa e humanidade, e não cobrarmos ninguém pra se encaixar em caixas que nos fazem mal
Então... Padrão de inteligência existe. É o estudante nota dez em tudo (ou é excepcional em ciências e matemática), focado nos estudos de todas as matérias e não reclama, não atrapalha os colegas e os professores com comportamentos inadequados, não se abala com pressão de competição e de excelência e está bem com tudo isso, tem iniciativa e trabalha bem em equipe, passa o dia todo estudando e não se diverte, passa direto pra faculdade com notas máximas no ENEM, também repete o mesmo padrão de comportamento na faculdade, arranja um emprego de cara, tá com ritmo de produtividade alta, nem descansa e nem tem tempo livre, tá feliz eternamente com seu emprego e formação acadêmica, não se sente incapaz e nem um impostor, consegue ganhar muito dinheiro e se sustentar no topo, e não tem diagnóstico de depressão e ansiedade ou qualquer outro transtorno neurobiológico e psicológico. E acredite em mim, quase NINGUÉM alcança esse padrão. A não ser que pense em ideias melhores de padrões de inteligência, sinto dizer mas isso pode ser tão pior quanto padrão de beleza
ResponderExcluirDesculpa o textão, mas precisava responder essa pergunta retórica de forma realista. Já tive autoestima baixa por me sentir incapaz, burra, que não merecia passar na faculdade e ser chamada de inteligente, além de que sou autista (estou fora do padrão neurotípico de cérebro) e me senti mal por isso. E toda essa experiência me fez perceber que esse padrão existe e não é boa ideia. Acho que seria melhor ter padrão de aceitação de sua própria pessoa e humanidade, e não cobrarmos ninguém pra se encaixar em caixas que nos fazem mal