16 de março de 2014

E pensar que o mar cabe dentro dos teus olhos sem você jamais saber...

E pensar que o mar cabe dentro dos teus olhos sem você jamais saber. Quando teus músculos tremem e alguma coisa no interior se converte em implosão, não em caos - que o caos é sempre, até debaixo dos mantos, até sobre os prantos, até em quadros brancos sem assinatura -, quando aquela batida te leva a acender dois cigarros de uma vez só. Os movimentos de quem imagina ser fogo e fuga, baby blue, sendo que essas histórias não passam disso, de histórias. Aquela loucura… Aquela… Aquela neurose que parece não se alimentar de nada além do que é interior, e que devora, e que destrói… Aquela certa ou incerta insanidade, sim; essas sim, as de agora, por último, sem susto. E você ainda não crê ter visto uma ressaca? Quando ressacas são tua vista.


Claudia

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