“Sou ciumenta com coisas bobas, impulsiva pelo
menos uma vez por dia, leio bula de remédio e depois acho que tenho
aquele bando de sintomas, meu dedão do pé não é bonito, quero tudo do
meu jeito e minha cabeça é muito, muito dura. Não sou uma musa, uma
diva, uma entidade, uma mestra. Sou uma pessoa. E de vez em quando sou
uma pessoa péssima. Péssima mesmo. De vez em quando morro de vergonha de
mim. E se eu fosse você morreria de vergonha de mim também. Amo muito,
tudo é muito, tudo é exagero, tudo é demais. Inclusive as dúvidas e as
dores.”
| Clarissa Corrêa |
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