18 de novembro de 2013

Talvez seja mais como você falou antes...

Talvez seja mais como você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo…as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um tempo entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros, através das rachaduras deles. (…) Uma vez que o navio se rachar, a luz consegue entrar. E a luz consegue sair. ” 
  John Green. Cidades de papel

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