“Sinto saudade da gente junto, e a cada dia que o
telefone não toca eu vejo que você anda se virando melhor sem mim. Eu
até tenho tentado fazer o mesmo, mas é que às vezes machuca tanto que eu
preciso dizer. A cada segundo morre parte de mim que era seu. O tempo
vai enterrando no passado todo aquele amor, mesmo que ele não tenha
partido, acho que nada morre até que o luto seja por mim. Talvez seja a
minha felicidade provando que eu jamais deveria tê-la colocado nas mãos
de uma pessoa, pois mais cedo ou mais tarde as pessoas resolvem partir, e
quando você resolveu nenhum outro toque me faz enxergar o mundo de um
jeito bonito. Talvez seja a vida me mostrando a inutilidade de me apegar
tanto à alguém que se contenta em ter menos do que poderia ter. Você
pediu pra me perder, e eu não consigo me encontrar. A cada minuto que
passa, eu escuto você dizendo que consegue ser feliz sem as nossas
madrugadas, tentando me fazer acreditar que não era amor, e que eu sou
apenas mais um louco apaixonado testando os limites do sofrimento
humano. Eu bem sei o que sentia quando você estava por perto. Você
sempre me dizia que logo apareceria outra pessoa capaz de me amar do
jeito certo, mas era o seu jeito errôneo que me completava. Dessa vez eu
desisti, mas não desisti de nós, desisti de me calar, nenhum silêncio
consegue retratar o que eu tenho à dizer, e mesmo que você não queira me
ouvir, eu escrevo. Assim eu poupo seus ouvidos e evito ouvir sua voz
dizendo que não tem mais jeito.”
Sean Wilhelm

Nenhum comentário:
Postar um comentário