“Assim olhando, de repente você se percebe tão
quieto que tem vontade de fazer alguma coisa. Qualquer coisa dessas
cotidianas, anônimas, acender um cigarro, ligar o rádio, quem sabe abrir
a vidraça atrás da qual você está parado. Mas não faz nada. Você
prefere não fazer nada. Permanece assim: parado, calado, quieto,
sozinho. Na janela, olhando para fora.”
Caio Fernando Abreu

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