“Num canto qualquer, um quarto cheio – cheio de
vazio, e um silêncio cheio de significado. Um jovem qualquer, uma agonia
invisível, uma vontade de ir. De ir para onde? Para longe dali, do
quarto, da cidade, dos contatos frios. Seria loucura? É certo que sim,
mas não é de loucuras que se vive o homem? Precisa coragem – queimar
seus navios. Desbravar novas terras, novos olhares, novas pessoas que se
falem de perto, que se dêem as mãos, que se cheirem e se ouçam – se
sabe da voz.”
| Caio Augusto Leite |
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