“É como voltar a era preto e branco, a cena é
ruim, mas não pela imagem e sim por aquilo que transmite. A imagem e
mãos trêmulas reproduzem o tempo todo o fim e enfatiza um adeus que
talvez nunca deveria ter sido dito. Pra quê damos tempo, se podemos
apenas dar amor? Acaba que no fim que virou dor, não dando nada além de
um silêncio excruciante. Cabeças baixas e sentimentos a flor da pele que
flamejam como nunca antes o fizera. Ás vezes o tempo é apenas a certeza
de que ele foi o que restou de todas as conversas bobas jogadas fora.
Ou ele se releva importante, o tempo de mudar, seguir em frente. Por que
o mesmo tempo que leva as folhas incansáveis do outono, traz de volta
os lírios e as cerejeiras na primavera. O amor resiste ao silêncio, ao
vento, mas nunca ao tempo.”
| Juliana Ribeiro. |
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